Categoria: Agronegócio

  • Caiado destaca necessidade de união no setor rural para garantir estabilidade financeira no agronegócio

    Caiado destaca necessidade de união no setor rural para garantir estabilidade financeira no agronegócio

    Durante a abertura da Feira de Máquinas e Equipamentos Agrícolas do Agronegócio Mineiro (Femec) 2025, realizada em Uberlândia (MG) nesta segunda-feira (31/3), o governador Ronaldo Caiado ressaltou a importância da estabilidade financeira para o setor rural. Entre as principais preocupações abordadas, destacam-se os altos juros e a ausência de seguros para produtores rurais.

    Dados preliminares da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) indicam que o agronegócio representou 22% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2024, reforçando sua relevância para a economia nacional. Diante desse cenário, Caiado alertou para os desafios enfrentados pelos produtores devido às taxas de empréstimos e a falta de políticas de segurança financeira.

    “Estamos atravessando um período de incertezas. A taxa de juros elevada dificulta o acesso ao crédito e os produtores rurais ficam sem alternativas. Nos demais países, existe um sistema de seguro para proteger quem produz, mas aqui no Brasil isso ainda é uma carência”, afirmou o governador de Goiás.

    Caiado também reforçou a necessidade de apoio parlamentar para enfrentar os desafios econômicos que impactam o agronegócio. Ele defendeu uma mobilização em torno da Frente Parlamentar da Agricultura (FPA) no Congresso Nacional para oferecer suporte aos trabalhadores do campo. “A falta de gestão eficiente compromete os investimentos em infraestrutura e o crescimento econômico. Quando o custo da cesta básica aumenta, é o produtor rural quem continua garantindo alimento na mesa dos brasileiros”, destacou Caiado.

    O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, também participou do evento e reforçou o compromisso com os produtores rurais. “Nosso objetivo é garantir segurança para quem trabalha no campo, pois eles são responsáveis por alimentar o Brasil e o mundo. Estaremos sempre atentos para garantir que possam produzir com tranquilidade”, afirmou. O prefeito de Uberlândia, Paulo Sérgio Ferreira, elogiou a atuação de Caiado e mencionou a forte ligação do governador goiano com a cidade.

    Sobre a Femec

    A Femec, maior evento do agronegócio de Minas Gerais, segue até sexta-feira (4/4), promovendo debates e apresentando soluções inovadoras para a agricultura e a pecuária. Um dos principais focos desta edição é o impacto da inteligência artificial (IA) no setor. Segundo Caiado, o uso de tecnologia pode aumentar a eficiência das propriedades rurais, reduzindo custos e impulsionando uma produção mais sustentável. “Em Goiás, temos uma parceria com o Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA) da Universidade Federal de Goiás (UFG), que tem sido essencial no desenvolvimento de novas soluções tecnológicas para o campo”, exemplificou.

    O presidente do Sindicato Rural de Uberlândia, Thiago Fonseca, enfatizou que a feira é um espaço para troca de conhecimento e apresentação de inovações tecnológicas. “A inteligência artificial, a automação e a análise de dados em tempo real são elementos que vão transformar o agronegócio. No entanto, para que isso aconteça, precisamos de políticas que incentivem o acesso ao crédito e impulsionem investimentos em tecnologia”, afirmou. Em 2024, a feira movimentou R$ 2,28 bilhões e atraiu cerca de 150 mil visitantes.

    Fotos: Lucas Diener

  • Goiás alcança superávit de US$ 222 milhões no Balança Comercial de fevereiro

    Goiás alcança superávit de US$ 222 milhões no Balança Comercial de fevereiro

    Com exportações de US$ 663 milhões e especificamente de US$ 441 milhões, o estado se consolida como um dos principais exportadores do Brasil, com o Complexo Soja à frente na pauta exportadora.

    Em fevereiro de 2025, Goiás registrou um superávit de US$ 222 milhões na balança comercial, conforme divulgado pela Superintendência de Comércio Exterior e Atração de Investimentos Internacionais, vinculada à Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC). O valor das exportações foi de US$ 663 milhões, enquanto as importações somaram US$ 441 milhões, posicionando o estado como um dos principais atores no comércio exterior brasileiro.

    “O bom desempenho de Goiás, mesmo diante de um cenário econômico nacional difícil, é reflexo da força do agronegócio e da mineração. O governo estadual segue firme em seu compromisso de contribuições para a economia e aumentar a competitividade do estado no mercado global”, afirmou o secretário da SIC, Joel de Sant’Anna Braga Filho.

    O Complexo Soja foi o principal responsável pelas exportações do estado, representando 37,59% das vendas externas. Outras categorias que se destacaram foram as exportações de carne de aves, que aumentaram 60,34%, carne bovina, que teve alta de 13,86%, e minério de cobre, que cresceu 95,27% em relação ao mesmo período de 2024. O óleo de soja também se destacou, com um impressionante aumento de 982,95% nas exportações, quando comparado com fevereiro do ano passado.

    No ranking dos municípios goianos, Rio Verde se manteve como o maior exportador, com US$ 132,1 milhões, representando 19,92% do total exportado pelo estado. Outros municípios com boas performances foram Mozarlândia, com US$ 53,4 milhões; Alto Horizonte, com US$ 47,9 milhões; Barro Alto, com US$ 36,2 milhões; e Palmeiras de Goiás, com US$ 35 milhões. No acumulado de janeiro e fevereiro de 2025, Goiás já registra um superávit total de US$ 434,8 milhões.

    As exportações goianas de fevereiro de 2025 tiveram como principais destinos a China, principal parceiro comercial do estado, seguida pelos Estados Unidos e pela Argentina. Já as importações foram predominantemente oriundas da China, com os Estados Unidos e a Alemanha também entre os principais países de origem dos produtos importados.

    Brasil

    No acumulado de janeiro e fevereiro de 2025, a oscilação comercial brasileira também apresentou saldo positivo, com um superávit de US$ 12,4 bilhões, mantendo a tendência favorável registrada nos últimos anos.

  • Governo de Goiás destina R$ 34 milhões para projetos de estudo e conservação de sistemas áquaticos no Cerrado

    Governo de Goiás destina R$ 34 milhões para projetos de estudo e conservação de sistemas áquaticos no Cerrado

    O Governo de Goiás, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), está investindo cerca de R$ 34 milhões em três grandes projetos voltados para a conservação dos ecossistemas aquáticos do Cerrado. As iniciativas que têm como objetivo garantir a segurança hídrica e promover o desenvolvimento sustentável no estado são o Araguaia Vivo 2030, o Centro de Excelência em Segurança Hídrica do Cerrado (Cehidra Cerrado) e a Rede HidroCerrado. Além disso, a Fapeg também apoia pesquisas sobre a qualidade da água nos lagos urbanos de Goiânia e os impactos da contaminação nos rios estratégicos da região.

    O projeto Araguaia Vivo 2030, que conta com um investimento de R$ 16 milhões, reúne mais de 200 pesquisadores e tem como foco o monitoramento da bacia hidrográfica do Araguaia, um dos maiores corredores ecológicos do planeta. Uma pesquisa revelou uma queda significativa na vazão hídrica do rio entre 1980 e 2020, além de altos níveis de mercúrio em 78 espécimes de peixes, com concentrações acima dos limites estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O vice-coordenador do programa, professor Ludgero Cardoso Galli Vieira, destacou a importância da visão estratégica da Fapeg para a criação de uma estrutura coordenada e integrada para enfrentar esses desafios.

    Por sua vez, o Cehidra Cerrado, instalado na Universidade Estadual de Goiás (UEG), recebeu R$ 15 milhões para desenvolver tecnologias que garantam a gestão sustentável dos recursos hídricos. O centro realiza o monitoramento da qualidade da água, a recuperação de ecossistemas degradados e a adaptação dos municípios às mudanças climáticas. Com núcleos operacionais em diversas cidades, como São Miguel do Araguaia, Porangatu, Iporá e Quirinópolis, o Cehidra utiliza um sistema inovador de mesocosmos, que simula ecossistemas naturais em ambientes controlados. O pró-reitor Cláudio Stacheira enfatiza a necessidade de monitoramento constante para garantir a segurança hídrica para as futuras gerações.

    A Rede HidroCerrado, que também conta com o apoio da Fapeg e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), está investindo R$ 3,7 milhões para criar uma rede de pesquisa interdisciplinar com foco no monitoramento da qualidade da água e na mitigação da poluição nas bacias de Meia Ponte e Araguaia-Tocantins. Estudos realizados mostram a presença de contaminação em vários pontos dos rios, reforçando a urgência de estratégias eficazes para a recuperação desses ecossistemas. A coordenadora da Rede, professora Samantha Salomão Caramori, ressalta a importância da colaboração entre as instituições para resolver problemas locais de forma mais eficiente e desenvolver soluções sustentáveis.

    Uma pesquisa conjunta entre essas iniciativas revelou um agravamento da crise hídrica no Cerrado, que ficou significativo na vazão de 18 dos 21 pontos analisados ​​no Araguaia. A situação mais crítica ocorre entre os meses de agosto e outubro. Além disso, a qualidade da água é especialmente preocupante ao sul do rio, entre Aruanã e Luís Alves do Araguaia, embora haja uma melhoria no norte, na Ilha do Bananal. Esses dados reforçam a necessidade de planejamento ambiental e políticas públicas fundamentadas em evidências científicas.

    Marcos Arriel, presidente da Fapeg, destaca que o investimento na segurança hídrica não é apenas uma questão de preservação ambiental, mas também um fator crucial para o desenvolvimento sustentável do estado. Ele afirma que a ciência desempenha um papel essencial na criação de soluções práticas para os desafios ambientais e que o Governo de Goiás está comprometido em aplicar a pesquisa na proteção dos recursos naturais, garantindo qualidade de vida para a população e um futuro mais sustentável para o Cerrado.

  • Projeção de recorde no valor da produção agropecuária de Goiás para 2025

    Projeção de recorde no valor da produção agropecuária de Goiás para 2025

    De acordo com a estimativa da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do estado de Goiás deverá atingir R$ 119,4 bilhões em 2025, um marco histórico para o setor. Esse crescimento reflete o papel crucial do agronegócio goiano, que não só se destaca pelo volume de produção, mas também pela capacidade de atrair investimentos, gerar empregos e fomentar a inovação tecnológica.

    Nos últimos dez anos, o VBP de Goiás registrou um aumento impressionante de 56%, subindo de R$ 76,5 bilhões em 2016 para a projeção de R$ 119,4 bilhões em 2025. Esse crescimento é fruto da ampliação da produção, do aumento da produtividade e da adoção de novas tecnologias, fatores que consolidam o estado como um dos maiores produtores agropecuários do país.

    Dentre as principais atividades, a soja continua como destaque, com uma estimativa de VBP de R$ 36,1 bilhões em 2025, um crescimento de 61,3% em relação aos R$ 22,4 bilhões de 2016. A pecuária bovina também se destaca, projetando um VBP de R$ 21,7 bilhões, um aumento significativo de 62,3% em comparação aos R$ 12,8 bilhões de 2016.

    Mais destaques
    Outros segmentos devem registrar recordes no VBP em 2025. A cana-de-açúcar deve atingir R$ 14,6 bilhões, alta de 6,8% em relação a 2024. O milho deve alcançar R$ 16,3 bilhões, aumento de 38,5%. O tomate, por sua vez, deve chegar a R$ 7,5 bilhões, superando a produção anterior em 11,5%. Por fim, a estimativa para o frango é de R$ 9,3 bilhões, avanço de 6,5% em comparação ao ano passado.

    Para o secretário Pedro Leonardo Rezende, titular da Seapa, a diversificação da produção goiana é um diferencial estratégico, pois garante maior estabilidade para a agropecuária. “Para sustentar esse crescimento e garantir a competitividade do setor, o estado tem investido fortemente em inovação, infraestrutura logística e políticas de incentivo à produção sustentável”, afirma ele. Segundo Rezende, esses fatores são fundamentais para impulsionar a produtividade, abrir novos mercados e consolidar o estado de Goiás como um dos pilares do agronegócio brasileiro.

    Entenda o conceito
    O VBP é um dos principais indicadores do desempenho do setor agropecuário, representando a geração de riqueza e o impacto econômico da atividade. O VBP é calculado com base no faturamento bruto da produção agrícola e pecuária, considerando os preços médios de mercado e os volumes produzidos de cada cultura ou atividade pecuária.

    Foto: Lucas Eugênio

  • Pesquisa do Procon Goiás revela grande variação nos preços de itens da cesta básica

    Pesquisa do Procon Goiás revela grande variação nos preços de itens da cesta básica

    Uma pesquisa realizada pelo Procon Goiás entre os dias 10 e 14 de fevereiro encontrou variações significativas de preços em produtos alimentícios, com 35 itens analisados em 11 estabelecimentos de Goiânia. A maior diferença identificada foi no preço do quilo da cenoura, que variou de R$ 1,98 a R$ 8,98, representando uma discrepância de 353,54%. A pesquisa teve como objetivo auxiliar os consumidores a tomarem decisões mais informadas e econômicas.

    Outro produto que apresentou grande variação foi o quilo do tomate saladete, que variou entre R$ 3,47 e R$ 14,90, uma diferença de cerca de 330%. Entre as carnes, a maior variação foi encontrada no preço do quilo da picanha, com valores entre R$ 49,90 e R$ 119,90, o que corresponde a uma diferença de quase 140%. O feijão carioca também apresentou variação considerável, com uma diferença de mais de 90%, sendo encontrado entre R$ 4,99 e R$ 9,49.

    De acordo com a pesquisa, ao optar pelos itens mais caros, o consumidor gastaria R$ 964,50. Por outro lado, ao escolher os produtos com os preços mais baixos, o valor da compra seria de R$ 509,59, resultando em uma economia superior a R$ 450. O relatório completo, com todos os dados detalhados, pode ser acessado no site do Procon Goiás (goias.gov.br/procon).

    Café e ovos: variações de preços também chamam atenção

    A pesquisa também avaliou os preços do café e ovos. No caso do café, o preço do pacote de 500 gramas da mesma marca variou entre R$ 27,98 e R$ 41,89, uma diferença de quase 50%. Quando comparado com outra marca, o pacote foi encontrado entre R$ 34,99 e R$ 45,79, com uma variação de 30,87%.

    O aumento anual no preço do café foi significativo: em 2024, o preço médio do produto era de R$ 19,73, enquanto em 2025 o valor médio é de R$ 35,92, um aumento de mais de 80%. Em relação aos ovos, a variação foi de cerca de 78%, com o preço da cartela de 12 unidades variando de R$ 7,79 a R$ 13,90.

    Recomendações do Procon Goiás

    O Procon Goiás orienta que o consumidor faça um planejamento cuidadoso antes de ir ao supermercado, definindo quanto pode gastar e priorizando os itens essenciais. O superintendente Marco Palmerston sugere que o consumidor monte uma lista de compras, separando os produtos essenciais dos supérfluos.

    Além disso, o Procon recomenda que os consumidores verifiquem se promoções como “leve 3 e pague 2” são realmente vantajosas e que fiquem atentos à data de validade dos produtos, especialmente os que estão em promoção, pois eles podem ter prazos de validade mais curtos. A recomendação final é que as compras sejam feitas com calma, evitando a tentação de levar produtos desnecessários e esquecendo os essenciais.

    Fotos: Procon Goiás

  • Milho, trigo e feijão impulsionam perspectivas de bons resultados para a safra goiana

    Milho, trigo e feijão impulsionam perspectivas de bons resultados para a safra goiana

    O IBGE projeta Goiás como o quarto maior produtor de grãos do Brasil, com destaque para o crescimento de 17,2% na produção de milho em relação ao ano passado.

    Goiás deve apresentar uma expansão significativa na produção de milho, trigo e feijão, consolidando-se como o quarto maior produtor de grãos do Brasil na safra de 2025. A previsão é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou recentemente a nova edição do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA). De acordo com o levantamento, o estado deve ser responsável por 11,1% da produção nacional de grãos.

    O LSPA aponta que a produção de milho em Goiás deve atingir 15,2 milhões de toneladas, com um crescimento de 17,2% em comparação à safra anterior. Esse aumento é atribuído ao avanço da produtividade e às condições climáticas favoráveis para o cultivo do grão.

    Em relação ao trigo, a expectativa é que a produção do estado chegue a 152 mil toneladas, o que representa uma alta de 15%. Esse resultado está alinhado à previsão de aumento de 15,4% no rendimento médio em comparação a 2024.

    A produção de feijão também apresenta números positivos, com a terceira safra estimada em 243,8 mil toneladas, o que indica um crescimento de 7,7% em relação ao ano passado. Esse desempenho reforça a posição de Goiás como um dos principais produtores do alimento essencial na alimentação dos brasileiros.

    João Asmar Júnior, titular em substituição da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), destaca: “Goiás tem demonstrado um crescimento constante na produção agrícola, fruto do esforço de nossos produtores e dos investimentos contínuos no setor. O aumento da produtividade e a diversificação das culturas ressaltam a importância do estado no cenário nacional e internacional.”

  • Receita Estadual inicia fiscalização da safra para combater a sonegação fiscal

    Receita Estadual inicia fiscalização da safra para combater a sonegação fiscal

    Objetivo é monitorar o escoamento da safra desde a saída das propriedades rurais, garantindo a regularidade das operações e a segurança do ambiente de negócios.

    O Governo de Goiás, por meio da Receita Estadual e da Coordenação do Agronegócio, deu início nesta semana à fiscalização da safra 24/25 nas rodovias estaduais, federais e vicinais do estado, com foco nas principais regiões produtoras de grãos. O objetivo é combater a sonegação fiscal e garantir o pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) durante a comercialização das commodities, conforme explica Gustavo Henrique Cardoso, superintendente de Fiscalização Regionalizada.

    O trabalho de fiscalização será realizado durante todo o primeiro semestre, com a participação das 12 Delegacias Regionais, que irão monitorar o escoamento da safra goiana e verificar o transporte regular dos grãos. Além disso, estão previstas vistorias contínuas nas empresas do setor agropecuário para garantir o cumprimento das obrigações fiscais.

    Cardoso ressalta que a fiscalização já foi iniciada com o monitoramento da colheita por imagens de satélite, por meio da equipe de geoprocessamento, o que permite estimar a produção nas propriedades rurais. “Estamos identificando as fazendas que comercializam grãos sem a devida emissão de documentos fiscais e vamos dar prioridade a essas situações”, afirma.

    O setor agrícola tem boas perspectivas para este ano, com a projeção de uma safra de 33,7 milhões de toneladas, e as ações da fiscalização devem contribuir para o fortalecimento desse cenário.

    A fiscalização continuará após a colheita, com auditorias para identificar valores sonegados e descobrir os responsáveis pelas fraudes detectadas.

    A Receita Estadual orienta os produtores rurais a firmarem contratos com empresas idôneas, que exijam a devida documentação fiscal, para evitar o envolvimento em fraudes cometidas por empresas que atuam com notas fiscais fraudulentas.

    Recentemente, auditores da Delegacia Regional de Fiscalização de Goiás apreenderam 74,5 toneladas de milho sem documentação fiscal e 22 cabeças de gado bovino destinadas ao abate, que estavam sendo comercializadas com nota fiscal falsificada. O resultado da operação foi a autuação de 601 reses, avaliadas em 2 milhões de reais, que estavam sendo comercializadas sem o pagamento devido dos impostos.

    Fotos: Secretaria de Economia.

  • Carne acumula inflação de 15,43% em 12 meses, a maior desde 2021

    Carne acumula inflação de 15,43% em 12 meses, a maior desde 2021

    O preço da carne no Brasil tem registrado aumentos significativos, impactando o bolso dos consumidores. De acordo com os dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a inflação das carnes subiu de 8,33% para 15,43% nos 12 meses até novembro deste ano.

    Essa variação é a mais alta desde outubro de 2021, quando a inflação das carnes foi de 19,71%. Desde setembro de 2023, as carnes começaram a apresentar um aumento no índice acumulado de 12 meses, após um período de queda nos preços de fevereiro a agosto deste ano.

    Em novembro, a alta das carnes foi de 8,02%, o que representa o maior aumento mensal desde dezembro de 2019, quando a variação foi de 18,06%. Esse aumento nas carnes teve impacto direto na inflação do grupo alimentação e bebidas, que registrou alta de 1,55% no mês passado. Entre os cortes mais afetados, destacaram-se alcatra (9,31%), chã de dentro (8,57%), contrafilé (7,83%) e costela (7,83%).

    De acordo com André Almeida, gerente da pesquisa do IBGE, a elevação dos preços dos alimentos foi impulsionada principalmente pelas carnes, cuja oferta foi reduzida devido à menor disponibilidade de animais para abate e ao aumento das exportações. O economista André Braz, do FGV Ibre, também aponta esses fatores como causas do aumento e destaca que o consumo de carne tende a subir no final do ano, o que pressiona ainda mais a inflação. Segundo ele, com a queda do desemprego, a demanda por carne em 2024 pode continuar a subir.

    A consultoria Datagro também observa que os preços do boi gordo, que chegaram a atingir máximas históricas, têm impulsionado o aumento da carne bovina no atacado e varejo. A consultoria aponta que uma parte dessa alta já foi absorvida pelos consumidores.

    Além disso, a Datagro observa que o aumento do consumo de carne, mesmo com os preços elevados, está sendo favorecido pelo ambiente econômico aquecido. Contudo, a consultoria alerta que os consumidores podem começar a reduzir o gasto com carne e migrar para opções mais baratas, à medida que se aproxima o limite do que o brasileiro médio está disposto a gastar em proteínas de alto custo.

  • A FPA em 2024: Conquistas Históricas para o Agro no Congresso Nacional

    A FPA em 2024: Conquistas Históricas para o Agro no Congresso Nacional

    O ano de 2024 foi repleto de vitórias para o setor agropecuário brasileiro, com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) desempenhando um papel central em diversas vitórias legislativas. Sob a liderança do deputado Pedro Lupion (PP-PR), a FPA consolidou sua influência no Congresso Nacional, promovendo avanços que impactam diretamente a economia, a segurança alimentar e o desenvolvimento rural.

    Composta por 350 parlamentares, a FPA se destacou pela articulação de projetos essenciais para o agro. Lupion enfatizou a importância do setor, que representa um terço do PIB nacional e emprega mais de 30% da população. “Nossa missão é garantir que o setor continue crescendo, fornecendo alimentos à mesa dos brasileiros”, afirmou.

    Principais Conquistas Legislativas

    Um dos marcos de 2024 foi a aprovação do Projeto de Lei 715/2023, que garante benefícios sociais para trabalhadores safristas. O deputado Zé Vitor (PL-MG), autor da proposta, ressaltou que ela facilita a formalização de empregos sazonais e assegura os direitos trabalhistas, além de benefícios como o Bolsa Família e a aposentadoria especial. “Agora, os safristas podem formalizar seu vínculo empregatício com mais segurança”, explicou.

    Outro tema importante foi o pacote anti-invasão, resultado da CPI do MST, que estabelece penalidades severas para invasores de terras, como a proibição de participação em licitações e programas de reforma agrária por até oito anos. O deputado Marcos Pollon (PL-MS), autor do Projeto de Lei 709/2023, destacou a urgência da questão. “Precisamos evitar que criminosos prejudiquem a segurança jurídica e os investimentos no campo”, afirmou.

    Inovações em Energia Sustentável

    A FPA também avançou na área ambiental, com a aprovação de projetos como o PL 327/2021 (PATEN) e o PL 528/2020, que promovem a transição energética para fontes de energia mais limpas. Deputados como Arnaldo Jardim (CIDADANIA-SP) e Marussa Boldrin (MDB-GO) destacaram a importância dessas iniciativas para posicionar o Brasil como líder global em inovação energética.

    Apoio ao Rio Grande do Sul e o Marco Temporal

    A FPA foi fundamental na articulação de medidas emergenciais para os produtores afetados pelas enchentes no Rio Grande do Sul. A Comissão Externa sobre Danos Causados pelas Enchentes se reuniu para discutir soluções para a recuperação da região e a retomada econômica do estado. “O objetivo é garantir a dignidade dos produtores afetados, muitos dos quais perderam suas safras e terras”, afirmou o deputado Marcel van Hatten (Novo-RS).

    Em relação ao Marco Temporal, a FPA defendeu um equilíbrio entre os direitos dos produtores rurais e as comunidades indígenas, buscando uma solução pacífica e juridicamente segura para o setor.

    Reforma Tributária e Incentivos para o Agro

    A inclusão de incentivos para o agro na aprovação do Projeto de Lei Complementar 68/2024, que regulamenta a reforma tributária, foi outra grande conquista da FPA. O projeto, que agora aguarda sanção presidencial, inclui isenção tributária para carnes e outros alimentos essenciais, além de desoneração de insumos e maquinários agrícolas. “Garantimos que o produtor rural não seja onerado e que os brasileiros tenham acesso a alimentos com dignidade”, afirmou Lupion.

    Eventos Internacionais e Projeção do Agro

    A FPA também esteve presente na Cúpula Sul-Americana AgroGlobal, reforçando a liderança do agro brasileiro na promoção do desenvolvimento sustentável. “O agro brasileiro é um exemplo para os nossos vizinhos. Estamos na vanguarda do desenvolvimento agrícola sustentável”, destacou Lupion.

    Projetos Estratégicos e o Futuro do Agro

    Sob a liderança do deputado Evair de Melo (PP-ES), a FPA também avançou em projetos como o PL 4395/20, que cria a Política Nacional de Fomento ao Turismo Rural, e o PL 1999/24, que proíbe a fabricação de leite sintético no Brasil. “Esses projetos fortalecem o agro e protegem a produção nacional”, disse Melo.

    No Senado, a FPA, liderada pela senadora Tereza Cristina (PP-MS), obteve grandes vitórias, incluindo a criação do Selo Verde Cacau Cabruca e a proteção da vegetação nativa dos Campos de Altitude.

    Conclusão

    O ano de 2024 foi fundamental para consolidar a força da FPA no Congresso Nacional, com vitórias importantes para o setor agropecuário e a população brasileira. Para 2025, a FPA continua empenhada em promover o desenvolvimento sustentável e garantir a prosperidade do agro no país. “Nossa luta é pela segurança jurídica, pelo respeito aos produtores e pela garantia de alimentos acessíveis a todos os brasileiros”, concluiu Lupion.

  • Em mensagem de Natal, Caiado e Gracinha destacam avanços e projetam futuro promissor para Goiás

    Em mensagem de Natal, Caiado e Gracinha destacam avanços e projetam futuro promissor para Goiás

    Governador e primeira-dama celebraram conquistas de 2024 e reforçaram o compromisso de continuar transformando o Estado em um modelo para o Brasil

    Em mensagem especial divulgada nas redes sociais nesta terça-feira (24/12), o governador Ronaldo Caiado e a primeira-dama Gracinha Caiado celebraram as conquistas de 2024 e reforçaram o compromisso de continuar transformando Goiás em um estado modelo para o Brasil. O casal ressaltou os avanços alcançados em diversas áreas e agradeceu a confiança da população, refletida na expressiva aprovação da gestão do governador, que alcançou 88%, o maior índice entre os governadores do país. “E não vamos nos acomodar. Em 2025, vamos ainda mais longe”, garantiu Caiado.

    Destacando o espírito natalino de união, esperança e fé, Caiado iniciou a mensagem fazendo um agradecimento: “Gracinha e eu, estamos aqui hoje para agradecer a Deus por tantas bênçãos, por cuidar de nossa família e nos permitir cuidar da família de cada um dos 7 milhões de goianos”, enalteceu.

    Gracinha celebrou o constante crescimento do Estado em todas as áreas. “O trabalho que iniciamos em 2019 não apenas se consolidou, mas superou todas as expectativas. Goiás hoje é o estado número 1 do Brasil. Juntos, alcançamos resultados que ficarão marcados na história”, ressaltou. A primeira-dama, que também é coordenadora do Goiás Social, citou a liderança do estado na redução da pobreza e na geração de empregos, com a renda dos goianos superando a média nacional. “Goiás cuida de quem mais precisa e cria condições para que as pessoas possam melhorar de vida”, afirmou Gracinha.

    Caiado também mencionou alguns dos principais feitos da atual gestão. “Goiás tem hoje a melhor educação do Brasil, com o primeiro lugar no Ideb. O Programa Bolsa Estudo fez Goiás ser o estado que mais reduziu a evasão escolar. Avançamos na regionalização da saúde, com oito novos hospitais, seis policlínicas e mais leitos de UTI em todas as regiões. Continuamos sendo o estado mais seguro do Brasil. E somos hoje o estado número um em transparência. Isso é respeito ao dinheiro público”, elencou.

    Sobre o Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora), Caiado evidenciou que começará a funcionar no primeiro semestre do ano que vem. “O primeiro hospital público para tratamento de câncer infantil está se tornando realidade. Em março de 2025, o corpo clínico começa a se instalar e fazer os primeiros atendimentos”, projetou.

    Gracinha também destacou o sucesso do Natal do Bem. “Goiás tem hoje o maior Natal gratuito do Brasil. Uma festa mágica que traduz o verdadeiro sentido natalino. Também entregamos meio milhão de brinquedos, levando mais alegria às crianças de todos os 246 municípios do estado”, lembrou a coordenadora do Goiás Social.

    “Agradecemos a cada um que esteve conosco e reafirmamos o compromisso de continuar juntos trabalhando por nosso querido estado de Goiás”, completou Caiado. Por fim, o casal declarou que as festividades de fim de ano trazem união entre as famílias, amor e fé. “Que o Espírito de Natal nos inspire a sonhar mais, fazer mais e realizar mais”, conclamou Gracinha. “Um feliz Natal e um ano novo abençoado”, disseram.

    Assista à mensagem completa: https://www.instagram.com/reel/DD9kstXOlNS/?igsh=bDF1d3I1NHpuMDNh

    Fotos: André Saddi