Categoria: Agronegócio

  •  Goiás é o quarto maior produtor de grãos do país

     Goiás é o quarto maior produtor de grãos do país

    Produção goiana de arroz se destaca, com previsão de crescimento de mais de 17%; dados são do IBGE

    O estado de Goiás firmou-se como o quarto maior produtor de grãos do Brasil, conforme o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (13/06). Segundo a pesquisa, a safra 2023/2024 deve alcançar 31,4 milhões de toneladas, representando 10,6% da produção nacional, ficando atrás apenas de Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul.

    “Esses resultados são fruto do trabalho incansável dos produtores goianos e do apoio fundamental do Governo do Estado, que tem investido em infraestrutura, tecnologia e assistência técnica para fortalecer o setor”, afirma o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, Pedro Leonardo Rezende.

    O destaque da safra em Goiás é a estimativa de crescimento de 17,7% na produção de arroz. Com uma previsão de aumento de 23,2% na área plantada (23,5 mil hectares), a expectativa de colheita também sobe para 110,8 mil toneladas, colocando o estado na oitava posição no ranking nacional de produção desse grão.

    “É importante ressaltar que esses números positivos foram alcançados mesmo diante dos desafios climáticos enfrentados em 2023 e 2024, com a falta de chuvas e altas temperaturas que afetaram a produtividade em algumas regiões do estado. Isso demonstra a resiliência e a capacidade de adaptação do setor produtivo goiano”, complementa o secretário.

    Estoque recorde

    O LSPA também revelou que o estoque de grãos em Goiás atingiu o maior patamar da série histórica para um segundo semestre de 2023, com 3,23 milhões de toneladas armazenadas, um aumento de 24,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Este crescimento é atribuído principalmente ao aumento do estoque de milho em grãos (33,1%), que também registrou o maior volume da série histórica para um segundo semestre.

    Os municípios de Rio Verde e Jataí se destacam nesse cenário, ocupando respectivamente a 8ª e a 14ª posição no ranking nacional de estoques. Rio Verde lidera o estado com 562,4 mil toneladas estocadas, seguido por Jataí, com 336,6 mil toneladas. Essa reserva estratégica garante o abastecimento do mercado interno e fortalece a posição do estado como um importante player no cenário nacional e internacional.

    Sobre o LSPA

    O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) é uma pesquisa mensal realizada pelo IBGE que visa acompanhar o desempenho das principais culturas agrícolas do país, fornecendo informações estratégicas para o planejamento e a tomada de decisões do setor produtivo e do governo. O levantamento abrange as áreas de produção, rendimento médio e produção total das culturas, além de dados sobre o estoque de grãos.

    Fotos: Seapa

    Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Governo de Goiás

     

  • Turismo de Goiás registra a segunda maior alta do Brasil

    Turismo de Goiás registra a segunda maior alta do Brasil

    Números do IBGE mostram um crescimento de 5,7%. No cenário nacional, o indicador foi de 2,3% no mesmo período.

    O turismo em Goiás registrou a segunda maior alta do país em abril. Os dados são da Pesquisa de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, divulgada nesta quarta-feira (12/06). Segundo o IBGE, o volume de atividades turísticas em Goiás cresceu 5,7% em comparação ao mês anterior, considerando os ajustes sazonais. Em nível nacional, o crescimento foi de 2,3% no mesmo período.

    O Instituto também revelou que a receita nominal das atividades turísticas em abril, comparada a março, aumentou 3,7%. Nos primeiros quatro meses de 2024, em comparação com o mesmo período de 2023, houve um aumento de 3,7%. Nos últimos 12 meses, o turismo em Goiás cresceu 6%.

    Para o presidente da Goiás Turismo, Fabrício Amaral, o bom desempenho é resultado das políticas públicas voltadas ao setor. “Temos apoiado diversos eventos, participado de feiras nacionais e internacionais apresentando Goiás ao Brasil e ao mundo, e fortalecido as governanças regionais. Além disso, Goiás é reconhecido por ter a melhor segurança pública do país e uma ótima infraestrutura”, destacou.

    Análise:
    De acordo com o Boletim Comentado sobre a PMS, divulgado mensalmente pelo Observatório da Goiás Turismo, o crescimento se deve ao incentivo ao desenvolvimento do turismo nas 11 regiões turísticas de Goiás, valorizando suas potencialidades.

    O boletim conclui que o crescimento do setor em abril pode ser atribuído a vários fatores, incluindo a maior confiança dos turistas em viajar e a realização de diversos eventos no estado durante o mês.

    Segundo a coordenadora do Observatório, Giovanna Tavares, houve também um aumento no turismo de proximidade, com mais goianos viajando dentro do próprio estado. “Além disso, temos o crescimento da economia, apoio aos empresários do setor e a promoção turística realizada pela Goiás Turismo, estimulando o interesse pelas belezas naturais de Goiás”, afirmou.

    Fotos: Goiás Turismo

    Fonte: Agência Estadual de Turismo – Governo de Goiás

  •  FPA Sela Marco Histórico na Articulação pela Devolução da “MP do Fim do Mundo” ao Executivo

     FPA Sela Marco Histórico na Articulação pela Devolução da “MP do Fim do Mundo” ao Executivo

    Setores pediram socorro aos parlamentares. Bancada vai dialogar para encontrar uma solução conjunta para desoneração da folha.

    Durou uma semana a Medida Provisória 1227/2024, editada pelo Governo Federal, que havia entrado em vigor na terça-feira da semana passada, dia 4, e causou descontentamento em diversos setores. A “MP do Fim do Mundo” uniu 28 frentes parlamentares e teve na Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e na senadora Tereza Cristina (PP-MS) as primeiras vozes para a devolução imediata do texto.

    Além de afetar o mercado em um momento de crise, as alterações propostas acarretariam impacto na balança comercial brasileira e consequências prejudiciais para o sistema tributário. No setor agropecuário, especificamente, havia o alerta de que a proposição do Governo Federal prejudicaria todos os envolvidos na cadeia de produção agropecuária e a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

    Segundo o presidente da FPA, Pedro Lupion (PP-PR), o empenho de mais de 30 frentes parlamentares resultou na maior mobilização vista nos últimos tempos em Brasília. Ele reforça que os temas devem ser debatidos com o Poder Legislativo para que se alcance algum êxito.

    “Foi uma união para alertar que a MP 1227 gera um golpe no produtor brasileiro, em quem gera renda e oportunidades. Reinou o bom senso. É um recado muito claro de que precisamos de diálogo e articulação política para que os assuntos possam prosperar no Congresso Nacional”, concluiu.

    O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, corroborou a opinião de Lupion e destacou que o bom senso venceu. “Foi um ato de bom senso, em especial do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que ouviu o clamor do agro e de todo o país. Foi a decisão mais acertada.”

    A devolução da MP tem efeitos imediatos, sem causar ônus algum para o empresariado brasileiro nas relações de PIS/Cofins.

    Fonte : FPA

    foto: Divulgação

  • Seminário da FPA debate implementação do Código Florestal através do Cadastro Ambiental Rural (CAR)

    Seminário da FPA debate implementação do Código Florestal através do Cadastro Ambiental Rural (CAR)

    Parlamentares destacaram que a burocracia do governo federal tem resultado em gargalos para o produtor rural, com mais de 6 milhões de cadastros aguardando análise

    No Dia Mundial do Meio Ambiente, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) realizou, nesta quarta-feira (5), um seminário na Câmara dos Deputados para discutir a implementação do Código Florestal através do Cadastro Ambiental Rural (CAR). O evento reuniu mais de 400 produtores de 19 estados da federação, representantes do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, do Serviço Florestal Brasileiro e da Embrapa Territorial.

    O ex-presidente da FPA, deputado Sérgio Souza (MDB-PR), autor do requerimento para a realização do seminário, destacou a importância do Código Florestal e do CAR. “Não temos nenhuma lei vigente neste país que trata o meio ambiente tão bem quanto o Código Florestal. O CAR é uma ferramenta fundamental para as questões ambientais ligadas à produção. Há 12 anos foi instituído pelo Código Florestal, mas até agora enfrenta dois grandes desafios: recursos humanos e tecnológicos,” afirmou Souza.

    Segundo o deputado, os estados enfrentam dificuldades devido à falta de pessoal qualificado e restrições orçamentárias. “Os estados não têm recursos humanos suficientes. Praticamente todos estão no limite de suas capacidades e isso dificulta a contratação e a atenção ao setor. Quando não há recursos humanos, é necessário avançar com a tecnologia, e isso é fundamental,” disse.

    Ele citou o exemplo do Pará, que está implementando o CAR 2.0, um recurso tecnológico que permite a análise e validação dos dados ambientais. “Acredito que essa será a saída para todo o Brasil. Não precisamos reinventar a roda, basta copiar o que está dando certo. Pará e Espírito Santo estão avançando, embora lentamente. Precisamos adotar essas boas práticas,” recomendou Souza.

    Souza também sugeriu que o governo federal adote procedimentos semelhantes aos da Receita Federal na declaração de renda. “Se compararmos os 7,2 milhões de cadastros ambientais com todos os contribuintes do Brasil, é um número pequeno. A Receita Federal consegue monitorar todos os contribuintes com base na autodeclaração. O mesmo poderia ser feito com o CAR, onde o produtor declara e o governo acompanha por amostragem. Isso evitaria a demora na análise,” explicou.

    O deputado destacou que a burocracia atual resulta em um enorme gargalo, com mais de seis milhões de cadastros aguardando análise. “Se não adotarmos um procedimento eficiente como o da Receita Federal, continuaremos enfrentando dificuldades. A quantidade de trabalho é enorme e precisamos de soluções práticas e rápidas,” concluiu Souza.

    O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR), reforçou a responsabilidade dos estados na análise do CAR. “A análise do CAR é dever do Estado. Cada um dos entes federados precisa implantar e implementar seus sistemas de análise. O estado de São Paulo, por exemplo, analisou quase que a totalidade dos processos de CAR,” afirmou Lupion.

    Lupion ressaltou a pressão do mercado europeu por essa análise e a necessidade de regularização para os produtores. “O produtor precisa se regularizar, mas a ineficiência do Estado impede a análise dos cadastros. Nosso objetivo hoje é solucionar esse problema, mostrar bons exemplos e atender aos interesses dos produtores, especialmente no Dia Mundial do Meio Ambiente,” disse.

    Ele destacou que o Código Florestal é a legislação ambiental mais restritiva e rigorosa do mundo, e que os produtores têm cumprido suas obrigações. “O produtor rural sabe sua responsabilidade e enfrenta muitos desafios, desde questões ambientais até problemas de crédito. O governo precisa adotar medidas eficientes, como a autodeclaração do CAR, para evitar a burocracia e acelerar o processo,” afirmou Lupion.

    Implementação do CAR
    A ex-ministra da Agricultura, senadora Tereza Cristina (PP-MS), também participou do seminário e destacou o papel fundamental dos produtores rurais na implementação do CAR. “Quando o cadastro foi criado, os produtores fizeram sua parte. Temos hoje mais de seis milhões de cadastros. No Ministério da Agricultura, trabalhei para organizar essa ferramenta para que pudesse funcionar,” explicou a senadora.

    Tereza Cristina ressaltou que, embora os produtores tenham feito o cadastro, a análise técnica ainda é necessária. “O produtor fez o cadastro, mas ele precisa da análise, e essa análise precisa de técnicos. Temos a melhor legislação ambiental do mundo, o Código Florestal brasileiro, que tem 12 anos. Mas a cada ano enfrentamos medidas que tentam desequilibrar o código,” afirmou.

    A senadora mencionou a necessidade de comparações internacionais e a importância de cumprir as leis para avançar no Programa de Regularização Ambiental (PRA). “Queria ver Europa e Estados Unidos discutindo com o Brasil se tivermos implementado o Código Florestal. Queremos saber quem cumpre a lei de fato para avançarmos para o PRA,” disse.

    Tereza Cristina também criticou as restrições comerciais europeias que afetam a agricultura brasileira e chamou a atenção para a competitividade do setor, mesmo diante de dificuldades. “Na Europa, há leis de restrição ao comércio que querem impedir o Brasil de avançar. Com todas as dificuldades, somos um setor competitivo,” afirmou.

    Ela concluiu destacando a importância de resolver os problemas de burocracia e implementar o CAR para que os produtores possam acessar todas as políticas disponíveis. “O produtor rural não pode ficar nesse limbo. No Paraná, há uma liminar que impede o estado de rodar o programa. São Paulo fez um acordo e implementou o programa para que o produtor pudesse avançar. Hoje é dia de comemorar o meio ambiente e o trabalho dos produtores, mas o estado precisa avançar com essa política,” finalizou Tereza Cristina.

    No mesmo sentido, o vice-presidente da FPA no Senado, senador Zequinha Marinho (PL-PA), destacou os desafios enfrentados em seu estado. “No caso do Pará, estamos muito atrasados, mas temos avançado. E o avanço tem sido pelo sistema automatizado. O governo não tem melhorado tanto a equipe, todo mundo tem seus problemas na contratação de servidores, não é fácil isso,” disse Marinho.

    Veja o que disseram os membros da FPA:

    “Os estados do norte do Brasil, principalmente os que pertencem à Amazônia Legal, têm grandes dificuldades na regularização do CAR. Isso demonstra falta de empenho por parte dos governos estaduais, que precisam agir urgentemente para garantir a credibilidade do produtor. É essencial que essa regularização seja realizada em todos os estados do Brasil.” Senador Jaime Bagatolli (PL-RO) – Vice-presidente da Comissão de Agricultura no Senado

    “A regularização, especialmente do CAR, é uma pauta prioritária para a Comissão do Meio Ambiente. Precisamos encontrar soluções legislativas que obriguem os estados a emitir esses documentos, acabando com a falácia de que o agronegócio é contra o meio ambiente ou vice-versa. O bom produtor rural é o grande responsável pela proteção das florestas e terras do Brasil.” Deputado Rafael Prudente (MDB-DF) – Presidente da Comissão de Meio Ambiente na Câmara

    “O agro brasileiro se apoia na verdade, na produção, na ciência e na tecnologia, enquanto esse governo nega a aplicação do conhecimento e sustenta a retórica da mentira. O CAR é uma peça fundamental nesse contexto, pois oferece uma base de dados confiável e precisa para garantir transparência e subsidiar as propriedades rurais.” Deputado Evair de Melo (PP-ES) – Presidente da Comissão de Agricultura na Câmara

    “Temos o Código Florestal Brasileiro mais rígido do mundo, e isso se constitui em um ativo importante. Conseguimos ser líderes, ter um agronegócio sustentável e formidável. Precisamos implementar o Código Florestal através da análise do CAR para o Brasil continuar avançando.” Deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) – Vice-presidente da FPA na Câmara.

    Fonte : FPA

    Foto: Divulgação

     

  • Caiado recebe embaixadora da Espanha em visita a Goiás

    Caiado recebe embaixadora da Espanha em visita a Goiás

    Caiado recebe embaixadora da Espanha em visita a Goiás

    Durante encontro, governador e secretários apresentaram potencialidades goianas à embaixadora Mar Fernández-Palacios

    O governador Ronaldo Caiado recebeu no Palácio das Esmeraldas, nesta quinta-feira (23/5), a embaixadora da Espanha no Brasil, Mar Fernández-Palacios. É a primeira visita da representante daquele país a Goiás desde que assumiu o cargo, em 2022.

    A embaixadora foi recepcionada pelo governador e secretários. Durante o encontro, Caiado ressaltou que, atualmente, a Espanha é a terceira maior parceira comercial do Estado. “Goiás tem todo o interesse em aproximar e buscar uma interligação ainda maior não só na parte comercial, como também na área de turismo, esporte e programas de Governo”.

    Fernández-Palacios apresentou a atual equipe de Conselheiros da Embaixada para aprimoramento das relações com o estado de Goiás. Em seguida, a equipe do Governo mostrou as potencialidades de cada pasta, como programas culturais, de meio ambiente, esporte, tecnologia e outros. “Hoje foi uma conversa muito interessante, vimos que Goiás é muito rico. Agora, vamos continuar identificando pontos concretos, temos muita coisa que podemos fazer juntos”, disse a embaixadora.

    A relação entre Goiás e Espanha tem sido fortalecida desde 2019, quando houve uma missão empresarial com foco em discutir áreas estratégicas como infraestrutura, energia, saneamento e agronegócio.

    Desde que assumiu o governo, Caiado trabalha para abrir as fronteiras goianas em busca de novos negócios e atrair investidores. O resultado é que Goiás chama a atenção de empreendedores estrangeiros como, por exemplo, da China. Além disso, somente este ano o Estado recebeu representantes das embaixadas da França e de Israel.

    Dados
    No acumulado dos quatro primeiros meses do ano de 2024, as transações comerciais entre Goiás e a Espanha já movimentaram US$ 102,3 milhões, o que equivale a R$19.437.000,00 em reais (na cotação atual). Foram US$ 79.394.714 em produtos exportados e US$ 22.968.803 em importações, o que resultou saldo positivo de US$ 56.425.911.

    Entre os produtos mais adquiridos pelos espanhóis, destacam-se os minérios de cobre e seus concentrados, com 21,7 toneladas, somando US$ 3,8 milhões. Na sequência estão resíduos sólidos da extração do óleo de soja; ferro-ligas; e carne bovina congelada.

    Foto: Walter Folador

    Fonte: Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

     

  • FPA Trabalha para Incluir Medidas na MP 1216/24 em Apoio aos Agricultores do Rio Grande do Sul

    FPA Trabalha para Incluir Medidas na MP 1216/24 em Apoio aos Agricultores do Rio Grande do Sul

    FPA Trabalha para Incluir Medidas na MP 1216/24 em Apoio aos Agricultores do Rio Grande do Sul

    Parlamentares devem apresentar emendas e moratória de 15 anos

    Para debater novas ações de auxílio ao povo gaúcho e analisar a Medida Provisória 1216/24, editada pelo governo federal, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) se reuniu nesta terça-feira para discutir emendas e possíveis ajustes. De acordo com o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR), a MP 1216/2024 apresenta pontos positivos, e qualquer medida de auxílio ao Rio Grande do Sul é bem-vinda. Contudo, ele ressalta que alguns aspectos precisam de revisão.

    “A medida contém alguns equívocos, como a limitação aos bancos oficiais e ao acesso ao crédito. Seria justo perdoar essa dívida para que o Estado possa se reerguer. Assim, há diversos temas nesta medida provisória que pretendemos emendar”, afirmou.

    CONFIRA A LISTA DE PEDIDOS FEITOS PELA FPA AO GOVERNO FEDERAL.

    O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) destacou que, em Brasília, o governo federal não está habituado a lidar com emergências. “É necessária uma Medida Provisória que regule a gestão da catástrofe. Os recursos devem ir diretamente para o local, com a formação de um comitê na cidade para fiscalizar os gastos, envolvendo o Tribunal de Contas e o Ministério Público”, explicou.

    Moreira também enfatizou a necessidade de remanejamento das cidades para sua reconstrução. “É essencial construir de maneira correta, econômica, mas com qualidade. Precisamos de sincronia entre o governo e cada município, além de recursos adequados.”

    O deputado Domingos Sávio (PL-MG) ressaltou a importância de um auxílio emergencial para que as empresas não demitam seus funcionários. “Durante a Covid-19, as empresas em dificuldades foram socorridas, com o governo ajudando na remuneração dos funcionários. Não basta apenas antecipar o Bolsa Família para os já beneficiados. Milhares de trabalhadores que sustentavam o país estão agora desesperados e precisam desse auxílio emergencial”, disse.

    “O gesto do agro tem sido consistente para o Rio Grande do Sul. O estado, que é fundamental para o setor agropecuário, tem que ser olhado com a importância que merece e isso tem sido feito por esta bancada”, comentou o deputado Afonso Hamm (PP-RS). Ele acrescentou: “Lá na pandemia tivemos um prazo para as coisas voltarem ao normal e no caso do RS tivemos perdas enormes e o estado vai precisar de auxílio para se reerguer, ajuda consistente para reconstrução.”

    Agro Fraterno

    Durante a reunião foi apresentada a plataforma ‘Agro Fraterno’ que organiza as doações enviadas para o Rio Grande do Sul. O deputado Pedro Lupion ressaltou a fraternidade dos brasileiros e do setor. “Nós temos uma plataforma emergencial do agro e estamos conseguindo por ali mobilizar para atender os anseios e as necessidades daqueles que perderam tudo, seja por meio de pix ou doações. Conseguimos efetivamente reunir o nosso setor para que consigam atender as necessidades dos atingidos.”

    O Agro Fraterno é um movimento solidário formado por 58 diversas entidades associadas ao Instituto Pensar Agro (IPA), em união para auxiliar famílias e populações impactadas por crises e tragédias. O programa incentiva a participação voluntária de produtores rurais, empresas, sindicatos e entidades do setor, permitindo doações.

    Veja o que falaram os parlamentares presentes:

    O deputado Pedro Westphalen (PP-RS) reiterou: “Depois disso tudo, vamos ver pessoas sem emprego, sem casa. São cidades destruídas. O setor primário está sendo impactado, a logística afetada, mesmo com todos os esforços. É diagnosticar o que temos que fazer e precisamos da FPA para isso. Precisamos nos despir das ideologias para seguir em frente.”

    O deputado Luiz Ovando (PP-MS) reforçou que é terrível ver as fake news contra o setor agropecuário. “Precisamos nos fundamentar na história para entender o que de fato é verdade. Estão tentando execrar o agro por conta de interesses ideológicos e não podemos entrar em embate com o perigo de alimentar tantas mentiras contra o nosso setor.”

    O deputado Sérgio Souza (MDB-PR) destacou que “esse comportamento de utilizar a tragédia para se promover politicamente chega a ser imoral. Por conta de 20 mil, 30 mil seguidores, pensando nas eleições municipais ou nas gerais, precisa ser combatido. O Brasil deve se unir e o agro é uma das saídas para o desenvolvimento responsável do Rio Grande do Sul diante desta tragédia.”

    Fonte: FPA

    Foto: FPA

  • IBGE prevê aumento na produção de sorgo e tomate em Goiás

    IBGE prevê aumento na produção de sorgo e tomate em Goiás

    IBGE prevê aumento na produção de sorgo e tomate em Goiás

    Levantamento também aponta crescimento na área colhida de arroz, feijão 2ª safra, girassol e mandioca.

    Goiás deve apresentar um aumento na produção de pelo menos seis culturas na safra de 2024, em comparação com a safra de 2023. Isso é o que revela a edição de abril do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgada na terça-feira (14/5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em particular, o levantamento indica um aumento no rendimento médio de sorgo e tomate, resultando em altas de produção de 5,8% e 27,1%, respectivamente.

    João Asmar Júnior, secretário estadual substituto de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, destaca que a atuação do Governo de Goiás é fundamental para impulsionar esse crescimento agrícola. “Através de políticas e programas de incentivo, o Estado tem promovido o desenvolvimento sustentável do setor, incentivando a adoção de tecnologias modernas, oferecendo assistência técnica e facilitando o acesso a crédito para os produtores rurais”, explica ele.

    Outros produtos que apresentam variação percentual positiva estimada são o arroz (7,2%), o feijão 2ª safra (4,7%), o girassol (15%) e a mandioca (4,1%), onde o aumento do volume está especialmente ligado ao crescimento da área plantada.

    No que diz respeito à produção de cereais, leguminosas e oleaginosas em Goiás, o levantamento de abril estima que serão colhidas 31,72 milhões de toneladas em 2024, em uma área de 7,37 milhões de hectares. Milho, sorgo e soja, os três principais produtos, juntos representam 97,8% da produção estimada e ocupam 96,6% da área colhida.

    A participação de Goiás na produção de grãos corresponde a 9,7% do total nacional, posicionando o estado em 4º lugar no ranking nacional, atrás apenas de Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul.


    Foto: Enio Tavares

    Fonte: Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) – Governo de Goiás

     

  • Renda das famílias goianas cresce 24,6%

    Renda das famílias goianas cresce 24,6%

    Renda das famílias goianas cresce 24,6%

    Estado alcança oitava posição em ranking nacional, com rendimento médio domiciliar per capita de R$ 2.017 por mês; valor ultrapassa média brasileira para o ano de 2023

    A renda média das famílias em Goiás cresceu 24,6% em 2023, fechando o ano em R$ 2.017 mensais. O estado foi o terceiro do Brasil em termos de crescimento – atrás somente do Amapá (29,1%) e de Minas Gerais (25,4%) – e ficou na oitava posição do ranking comparativo entre os estados. O valor é ainda 6,5% maior que o rendimento domiciliar per capita para o Brasil, que foi de R$ 1.893.

    O indicador mostra a variação em relação ao ano anterior e tem como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O cálculo é resultado da divisão do valor geral da renda familiar (considerando todas as fontes) pelo número total de moradores em cada residência.

    Para o governador Ronaldo Caiado, o bom desempenho é reflexo de um conjunto de iniciativas e políticas públicas voltadas para o fortalecimento do emprego. “Geramos empregos e oportunidades como não se via há anos. Transformamos a educação e a vida dos nossos alunos e redobramos os esforços para romper com o ciclo da pobreza. Mostramos que cuidar do estado é cuidar das nossas famílias”.

    Ainda de acordo com o chefe do Executivo, o aumento da renda tem consequências diretas no poder de consumo da população e no crescimento da economia, com impacto no Produto Interno Bruto (PIB). O setor produtivo é destacado por ele como grande propulsor deste cenário. “É um setor fundamental, que tem alavancado nossa economia. Seguiremos apoiando em busca de resultados cada vez maiores”, finaliza.

    Ocupação
    No quarto trimestre de 2023, Goiás registrou número recorde de pessoas ocupadas, com a marca de 3,8 milhões de trabalhadores, o melhor resultado desde 2012. No período, o avanço foi de 5,3%, o que equivale a 192 mil novos postos no mercado de trabalho. Já o número de desocupados foi o menor desde o primeiro trimestre de 2015, com 5,6%. O ano de 2023 terminou com menos 33 mil pessoas desocupadas em comparação ao mesmo período de 2022.

    Foto: Secom

    Fonte: Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

  • Caiado fala a produtores rurais no Rio Grande do Sul: “agropecuária é sustentáculo da economia”

    Caiado fala a produtores rurais no Rio Grande do Sul: “agropecuária é sustentáculo da economia”

    Força do agro brasileiro é destaque durante visita de Caiado a feira no Rio Grande do Sul

    Governador de Goiás é convidado da 24ª edição da Expodireto Cotrijal, um dos maiores eventos agrícolas do país, e apresenta programas estaduais para o desenvolvimento do setor

    A modernização do agronegócio foi destacada pelo governador Ronaldo Caiado durante passagem, na manhã desta segunda-feira (04/03), pela 24ª edição da Expodireto Cotrijal, realizada em Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul. A convite da organização, Caiado visitou os estandes e trocou experiências sobre o desenvolvimento do agro na Região Sul. “Aqui temos uma agricultura de precisão que é referência, os maquinários mais modernos e tecnologia de ponta que é exportada para todo o Brasil”, afirmou.

    Durante a solenidade de abertura, Caiado apresentou iniciativas de sucesso em Goiás, caso da Plataforma Ipê, que permitiu a simplificação da emissão de licenças ambientais, e do programa Estadual de Bioinsumos, criado em 2021. “Nós já temos 13 fábricas de bioinsumos instaladas em Goiás, produzindo de forma sustentável”. O governador também lembrou da relevância do agro brasileiro para o Produto Interno Bruto. Em 2023, o PIB do Brasil cresceu 2,9%, sendo que a alta foi puxada principalmente pela agropecuária que teve recorde de 15,1%.

    O governador ainda falou sobre atualizações na legislação sobre construção de barragens, acesso a financiamentos, seguro rural e resultados da economia. “Goiás cresceu 6,1% no ano passado”, disse ao citar o desempenho do estado de acordo com o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) no ano de 2023, divulgado pelo Banco Central (BC), o maior nível em 13 anos. A média nacional no mesmo período foi de 2,4%.

    A Expodireto Cotrijal
    Um dos maiores eventos de agronegócio do mundo, a Expodireto Cotrijal reúne 577 expositores em uma área de 131 hectares. A expectativa é receber 320 mil visitantes até o final da programação, na sexta-feira (08/03). “Nós realizamos a organização com muito carinho e dedicação, para que tenhamos um palco em busca da informação, da tecnologia, inovação e oportunidade de negócios”, projetou o presidente da Cooperativa Agropecuária e Industrial (Cotrijal), Nei César Manica. Na última edição, a feira movimentou R$ 7,04 bilhões em negócios.

    Além de Caiado, também participaram da cerimônia autoridades como o presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado Adolfo Brito, o prefeito de Não-Me-Toque, Gilson dos Santos, e o governador Eduardo Leite, que elogiou as ações desenvolvidas em Goiás. “Caiado traz aqui um exemplo de como a capacidade de produzir e gerar riqueza vem do empreendedorismo, alavancado na medida em que o poder público garante segurança, empréstimos e estradas que permitem escoamento”, explicou.

    Exportações
    Goiás encerrou o ano de 2023 com arrecadação de US$ 12,1 bilhões em vendas externas de produtos agrícolas, com 21,9 milhões de toneladas exportadas. O produto mais comercializado é a soja, com 62,5% de participação nas exportações. Nesse sentido, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou que pretende continuar trabalhando pela abertura de mercados. “Foram 20 missões institucionais lideradas recentemente pelo Ministério da Agricultura e que resultaram, até esse momento, em 96 novos mercados abertos para a agropecuária brasileira”, salientou.

    Fotos: Chico Pinheyro

    Fonte: Secretaria de Comunicação de Goiás – Governo de Goiás

  • Jussara recebe autorização para exportar melancia, melão e abóbora

    Jussara recebe autorização para exportar melancia, melão e abóbora

    Jussara recebe autorização para exportar melancia, melão e abóbora

    Em parceria com produtor, Agrodefesa, Ministério da Agricultura e responsáveis técnicos conseguiram incluir município no Sistema de Mitigação de Risco (SMR) para praga Anastrepha grandis, abrindo caminho para oportunidades de negócios internacionais

    Por meio do trabalho da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), órgão do Governo de Goiás, mais um município foi incluído no Sistema de Mitigação de Risco (SMR) para a praga Anastrepha grandis, uma espécie de mosca-das-frutas, em cultivos de cucurbitáceas, como melancia, melão e abóbora. Com isso, a partir de agora, produtores de Jussara, na Região Noroeste do Estado, poderão exportar frutos frescos de cucurbitáceas para países que têm restrições quarentenárias com relação à praga.

    Jussara é o 17º município goiano a receber o status que permite a exportação desses frutos. O reconhecimento foi feito pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (SDA/Mapa), com a publicação da Portaria nº 1.002/2024 no Diário Oficial da União (DOU) de 1º de fevereiro de 2024.

    “A Agrodefesa tem um papel muito importante junto ao fruticultor, auxiliando-o quanto à legislação e normas técnicas para habilitar questões, como essa das exigências para exportação de cucurbitáceas, como melancia, melão e abóbora, que têm grande importância econômica para o nosso Estado”, avalia o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos. “Ter mais um novo município reconhecido é mérito também dos nossos servidores que, junto aos responsáveis técnicos engenheiros agrônomos, têm obtido resultados importantes como esse para o nosso Estado.”

    O status tem sido alcançado pelos municípios goianos desde 2006, sendo implementado primeiramente em Uruana, Carmo do Rio Verde, Itapuranga e Jaraguá – grandes produtores de frutas no Estado. Além desses municípios, também foram reconhecidos com o status: Rio Verde, Santa Helena, Maurilândia, Cristalina, Ipameri, Goianésia, São Miguel do Araguaia, Edealina, Luziânia, Nova Crixás, Rubiataba e Porangatu.

    “O trabalho da Agrodefesa vai desde a orientação quanto aos procedimentos, preparação da documentação junto ao responsável técnico, até os trâmites com o Ministério para o reconhecimento do Sistema de Mitigação de Risco para essa praga”, explica a gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Daniela Rézio.

    Os últimos dados da Produção Agrícola Municipal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PAM/IBGE) apontam que, em 2022, Goiás produziu 239 mil toneladas de melancia, sendo o maior produtor nacional da fruta. No ranking entre os maiores exportadores, de acordo com o Agrostat do Mapa, o Estado ocupa a sétima posição, tendo comercializado US$106,7 mil (em Valor FOB) e 1.361 toneladas da fruta para outros países em 2023. Entre os principais destinos da melancia goiana estão Paraguai, Uruguai e Argentina.

    Procedimento técnico
    Para o reconhecimento de novos municípios, o produtor interessado deve realizar levantamentos fitossanitários em cultivos de cucurbitáceas por período mínimo e ininterrupto de seis meses, devidamente acompanhado por um Responsável Técnico (RT) habilitado pela Agrodefesa. Após os seis meses, a Agência elabora um projeto com os dados do levantamento e encaminha ao Ministério da Agricultura solicitando o reconhecimento oficial do novo município no SMR.

    Coordenador do Programa de Sistema de Mitigação de Risco para Cucurbitáceas da Agrodefesa, Mário Sérgio de Oliveira conta que, no caso de Jussara, o produtor manifestou o interesse à Agrodefesa em aderir ao SMR como opção de manejo da praga para produção de cucurbitáceas. Ele iniciou o levantamento de detecção e delimitação da praga em dezembro de 2022, pelo período ininterrupto de seis meses. “Após os seis meses, elaboramos o projeto com os dados do levantamento e encaminhamos ao Ministério da Agricultura solicitando o reconhecimento oficial do novo município no SMR. Com a publicação da Portaria, o município está oficialmente reconhecido”, destaca o gestor.

    Além de trabalhar diretamente com os produtores, a Agrodefesa e Mapa também ministram cursos de capacitação para engenheiros agrônomos visando a habilitação para a Certificação Fitossanitária de Origem (CFO) e Certificação Fitossanitária de Origem Consolidada (CFOC) para a praga Anastrepha grandis em cucurbitáceas.

    Fotos: Wenderson Araujo/CNA

    Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) – Governo de Goiás